quarta-feira, 27 de abril de 2011

Perdoar um erro é diferente de esquecê-lo

Especialistas dizem que é fundamental aprender a perdoar para conviver em uma sociedade cheia de conflitos, como a nossa

Cauê Muraro, especial para o iG 02/04/2011 07:50


O recente caso das irmãs Josely e Juliana Oliveira, encontradas mortas em 28 de março na cidade de Cunha, interior de São Paulo, chamou a atenção não só pela brutalidade da ocorrência, mas também pelas declarações do pai. Ainda no velório das adolescentes, que estavam desaparecidas havia cinco dias, o trabalhador rural José Benedito de Oliveira, 57, disse que perdoava o assassino das filhas.

Faça o teste: Você sabe perdoar?

Por mais espantoso que possa parecer aos olhos de muita gente, o gesto é representativo, em alguma medida, do papel que o perdão cumpre em nossa vida. “O perdão é algo próprio do ser humano. E, por mais que se pense que ele é um tipo de sentimento, temos diversas evidências na ciência de que também faz parte da dimensão biológica. E a dimensão social interfere bastante”, avalia o psicobiólogo Ricardo Monezi, pesquisador da área de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).


















Foto: Getty Images Ampliar
Para perdoar é preciso entender que todo ser humano comete erros

Se o perdão não acontece verdadeiramente, fica um ressentimento que talvez seja nocivo. Diante da possibilidade da repetição do comportamento reprovável por parte da outra pessoa a quem foi concedido o perdão (por causa de uma traição, por exemplo), existe o risco de que se desencadeie um quadro de ansiedade ou depressão em quem perdoou mas não conseguiu superar o ocorrido. “Daí para doença de dimensão biológica pode ser um pulo”, afirma Ricardo.

O padre Valeriano dos Santos Costa, diretor da faculdade de teologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), considera que a convivência civil está, de alguma forma, condicionada ao ato de perdoar. “Ele estabelece, por natureza, uma abertura entre quem cometeu a falta e quem foi ofendido. Isso constitui uma maneira também de se viver em sociedade. Se isso não existisse, seria um desastre para o processo civilizatório.”

Sensação de bem-estar
Três anos atrás, a cabeleireira Felicia Higa, de São Paulo (SP), separou-se oficialmente do marido, num casamento que fracassara já tinha uma década, pelo menos. “Meu ex-marido me tratou de uma maneira que nenhuma mulher merece, me magoou muito, sofri”, recorda. Foram 20 anos de união que, uma vez desfeita, rendeu outros problemas: a sogra de Felicia a pressionava por sua saída de casa e a acusava de ser responsável por uma doença do sogro.

“Apesar disso, eu a chamei para conversar. Aquela situação não poderia continuar, prejudicaria minha filha e meu filho também”, conta Felicia. “Depois da reunião, eu perdoei. Não tenho mágoa dela, nem do meu ex-marido. Não foi fácil, mas passei a me sentir mais leve e, a partir dali, muitas portas se abriram para mim, aprendi muita coisa. Mudei de casa e de trabalho também. E penso: por que não saí antes de lá?”

A história de Felicia mostra as dimensões pelas quais passa o perdão, conforme falava Ricardo Monezi. De acordo com ele, diversos estudos conseguem indicar áreas do cérebro relacionadas à elaboração do perdão. Quanto ao processamento das emoções, ele está, do ponto de vista biológico, muito próximo de outro sentimento, a compaixão.

Hoje em dia, a ciência vem demonstrando que as pessoas que geralmente exercitam o sentimento de perdoar têm uma melhor qualidade de vida. E existem indícios na literatura médica mostrando que, ao perdoarmos, temos sensação de bem-estar. Isso poderia ser correlacionado à liberação de substâncias químicas. “É como se você, quando pratica o perdão, recebesse uma recompensa do seu cérebro”, exemplifica Monezi.

Além da biologia
Impossível, no entanto, definir o perdão como algo puramente biológico, prossegue o psicobiólogo. Um dos pontos chave do perdão é de natureza psicológica. Não se trata de alguma coisa que deva ser vivida simplesmente em níveis fisiológicos. “Você não vai conseguir perdoar apenas verbalizando, com palavras como ‘eu te perdoo’. Perdoar é buscar um entendimento de que o erro também faz parte do ser humano. E que você, como um ser humano, poderia ter cometido o mesmo erro”, afirma Ricardo Monezi.

Assim, perdoar sem compreender seria uma contradição. E tomar o perdão como sinônimo de esquecimento pode trazer danos. O esquecimento não possibilitaria qualquer aprendizado acerca de ética, de moral ou mesmo de crença. “O perdão é a forma mais eficaz de lidar com ofensas que causam mágoas num relacionamento humano e comunitário”, observa o teólogo Valeriano dos Santos Costa.

Ser gentil faz diferença
Traição na própria cama: poucos perdoam, ninguém esquece
A contadora Priscilla Braga Gomes Ferreira, de Belo Horizonte (MG), tem experimentado o quanto esse componente de franqueza interfere no perdão. Até ela completar dez anos de idade, o pai era uma figura que ela considerava exemplar no convívio com a família. Mas então ele começou a beber em excesso – e ao longo das duas décadas seguintes a relação dele com Priscilla e os dois irmãos foi prejudicada. “Não é que ele nos agredia, isso não chegou a acontecer. Mas ficava muito agressivo verbalmente. Era difícil de suportar, mesmo ele sendo uma boa pessoa.”

Não chegou a existir uma briga definitiva, afirma Priscilla, tampouco ausência de afeto. “Tem dois anos que meu pai parou de beber. Eu já não lembrava nem mais como era conversar com ele. Passamos anos e anos sem isso. A gente se evitava. Na época, eu estava magoada, mas hoje não guardo nenhum rancor. O sentimento não é de raiva, é de felicidade, alívio. E hoje conseguimos conversar sobre isso.”

O conceito de perdão, naturalmente, é variável – como são variáveis as culturas. Necessitamos contabilizar, ainda, as questões religiosas. A única constante é que sem ele as relações ficam mais complicadas, o que vale para família, trabalho etc. Na medida em que não existimos sem conflito, o perdão é fundamental, na visão de especialistas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

GERAÇÃO AVIVAMENTO

Pregação realizada na cidade de Céres-GO. Congresso de Mocidades das Igrejas de Cristo, COMIC -2010.

Texto: Mateus 5.1:5

Introdução

O tema escolhido para o COMIC 2010 é muito adequado para a juventude das Igrejas de Cristo. Mais do que nunca é preciso que haja avivamento em nosso meio. Entretanto, isso só é possível através do discipulado. O discipulado é o relacionamento que Jesus tem com aqueles que obedecem ao seu chamado.

- A possibilidade de avivamento só é uma realidade hoje por causa da ação de Cristo Jesus no mundo. Após o batismo e a tentação, Jesus inicia o seu ministério e a humanidade começa a experimentar o verdadeiro avivamento.
- Jesus chama os discípulos e os ensina pessoalmente sobre o avivamento. Ele é o avivamento em pessoa. MATEUS 4. 15:17
- MATEUS 4. 18:19
- Aquele que é capaz de ser educado por Jesus é avivado e possui condições para pescar homens para o Deus.

-Avivamento é viver renegando a impiedade e as paixões mundanas, é viver como disse o apóstolo Paulo: “Viver no presente século, de maneira sensata, justa e piedosamente, aguardando a manifestação bendita da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus ” (Tito 2.12:13).

- Queridos irmãos, Jesus não queria e não quer que seus discípulos sejam meros expectadores da sua obra maravilhosa.

-Abra sua Bíblia no evangelho segundo Mateus 5.1:5
• Jesus está na companhia de seus discípulos. Ainda pouco os discípulos pertenciam àquela multidão. Até que ouvirão o chamado do mestre, então abandonando tudo o seguirão.
- Agora os discípulos são mensageiros do avivamento.

1. Por isso: “Bem - aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” V.3
- Jesus disse a eles: segue-me! E agora? Poderiam pensar. Não temos nenhuma propriedade, nenhuma segurança, nenhum pedaço de terra por pátria, nenhum poder espiritual e não temos experiência alguma.

- Por amor a Ele tudo perderam inclusive a própria vida. “Quem perder a vida por minha causa a encontrará”. “Quem quer ser meu discípulo negue-se a si mesmo tome cada um a sua cruz dia após dia e segue-me”.
- Jesus diferencia aqueles pregadores da religião do povo, homens poderosos, admirados, firmados no mundo com sua cultura, suas ideologias e religiosidade. Para esses, Jesus não diz: “bem – aventurados!”, mas somente para os discípulos os quais vivem em renúncia e carência, surge o reino dos céus. O tesouro dos discípulos eles o têm em oculto, eles o tem na cruz de Cristo.

- Vejamos o ministério do mais humilde dos humildes, Jesus. MATEUS. 4.23:25
- Ele disse: “Eu vos dei o exemplo para que façais o que eu fiz!”.

2. “Bem – aventurados os que choram, porque serão consolados” V.4
- A cada dia ao lado de Jesus, alarga-se o abismo entre os discípulos e o povo. A separação do discípulo torna-se cada vez maior.
- Os que choram são exatamente os que estão dispostos a viver na renúncia do que o mundo apresenta como felicidade e paz. São os que não sintonizam com o mundo, os que não vivem segundo o curso da sociedade.

- Enquanto o mundo festeja, ficam à parte, enquanto o mundo chama “Gaste sua vida” os discípulos choram.

- As pessoas vivem como se fossem viver aqui para sempre, mas os discípulos sabem o destino do mundo. O seu fim, o juízo e a vinda do reino dos céus para o qual o mundo não esta nada apto.
- Por isso os discípulos são estranhos ao mundo, hóspedes indesejáveis, perturbadores e por isso são rejeitados. Jesus disse: “Ide! Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lc10.3).

- Estamos aqui no meio de lobos ferozes. Precisamos fazer como Simeão; “homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel, e o Espírito do Senhor estava sobre ele”.
- A comunidade dos discípulos não procura o sofrimento, mas ela carrega o que lhe é imposto e o que lhe recai por amor a Cristo no discipulado.
- Não se preocupe irmãos, pois o nosso choro não durará para sempre. O nosso Salvador Jesus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte não existirá, já não haverá luto nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).

3. “Bem – aventurados os mansos, porque herdarão a terra” V.5
- Quantos mansos temos aqui nesta manhã?
- Esta arma que Jesus propõe aos seus discípulos para avivar esta geração se chama mansidão. Ele disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde”.
- Oh irmãos! O quanto precisamos de pessoas mansas nesta geração.
- Os mansos são os que vivem em renúncia a todo direito, por amor a Cristo. Quando injuriados, silenciam, quando perseguidos, sofrem-no, quando rejeitados, afastam-se. Retribuem o mal com o bem.

- São pessoas que não movem processo em defesa de seus direitos, nem fazem alarde quando injustiçados. Bem-aventurados os que entregam toda justiça nas mãos do poderoso Deus.
- Os que agora possuem a terra à força e injustamente, hão de perdê-la, e os que agora renunciam o mundo, os que são mansos até a cruz, governarão sobre a nova terra.
- Hoje você possui um pedacinho de terra – a igreja com sua comunhão, seus bens, seus irmãos e irmãs. A terra será renovada a partir do Gólgota, onde morreu o manso.
- Ao chegar nos céus os mansos herdarão a terra.

CONCLUSÃO –

Mateus 5.13– Jesus afirma: “Vós sois o sal da terra”. Ele não disse vós deveis ser sal ou vos tendes o sal! VÓS SOIS O SAL!!!

- Ao dizer estas palavras Jesus mostra que a terra somente poderá ser conservada pelo sal enquanto o sal permanecer sal. Os discípulos após aprenderem sobre o avivamento com Jesus, devem agora avivar, temperar, salgar o mundo.
- A terra deverá ser salva pela Igreja; porém, a Igreja que deixa de ser Igreja, está totalmente condenada e o discípulo que deixa de ser discípulo da mesma forma não presta para nada.

- Aquele que foi atingido pelo chamado de Cristo e está no discipulado, deve ser sal.
- O discípulo também é luz!! O chamado de Jesus por si só os fez luz. Não pode ser diferente. E por serdes luz NÃO MAIS PODEREIS FICAR OCULTOS mesmo que quisésseis. Luz brilha e não se pode esconder a cidade edificada sobre o monte. Impossível!!! É vista de longe.

- Nós já não estamos diante de uma decisão: a única decisão já foi tomada. Agora tem que ser o que somos, ou então deixarmos de ser seguidores de Jesus. Somos a Igreja visível e o discipulado é visível como luz em meio à escuridão, como monte que se eleva na planície. Este é o avivamento de Deus: sal e luz no mundo!!!!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não se desvie, siga a Sinalização!!

Pregação realizada na Igreja de Cristo dia 17/02/2008
Texto: Josué 1. 1-9

Introdução

Quando alguém se prepara para fazer uma viagem de carro, ele se organiza da melhor forma possível. Arrumar a bagagem, fazer a manutenção do carro e comprar algumas roupas são coisas que geralmente acontecem. Outra coisa indispensável para uma boa viagem, é o uso de um mapa. Seguir a rota estabelecida e ficar atento às placas de sinalização ao longo da estrada, com certeza podem garantir uma ótima viagem.
Quero compartilhar com vocês hoje sobre a preparação da viagem do povo de Israel para a entrada na terra de Canaã. Abra sua Bíblia comigo no livro de Josué 1.1-9.

Estamos nos preparando para entrar na Canaã celestial. Em nossa viagem cristã teremos muitas alegrias, mas enfrentaremos muitas dificuldades também. Então ouça a voz do Senhor, Não se desvie, siga a Sinalização!!!

Nesta noite aprenderemos algumas ordens importantes de Deus para nossa viagem.

1. “...assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” (v. 5)
Da mesma maneira que Deus esteve com Moisés e com o povo durante os 40 anos no deserto, Ele disse para Josué. Eu não te deixarei, nem te desampararei.
A. Saber quer o Senhor está conosco na viagem é muito confortante.
Jesus certa vez disse aos seus discípulos: partamos para a outra margem. Jesus entrou no barco e dormia na proa.
B. O nome de Deus nos dá segurança: EMANUEL “Deus conosco”.
Matthew 28:20 “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

2. “...não te desvies, nem para esquerda nem para a direita”. (v.7)
Pouco antes de Josué com todo o povo de Israel passar o rio Jordão, Deus lhe aparece e começa a dar algumas orientações quanto à viagem e o que ele deveria fazer dentro de Canaã.
As orientações de Deus:
1. “ Tão somente sê forte e mui corajoso...”(v.7)
A. Ele deveria ser forte e corajoso para obedecer a Deus.
B. Ele deveria guiar todo o povo na lei do Senhor.
C. Ele deveria liderar o povo na viagem de conquista da terra de Canaã.
D. Ele não poderia deixar o povo se perder pelo caminho.(v.6-7)

2. Jesus disse no evangelho de João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
3. O apostolo Paulo diz em Filipenses 3:12-14 12 “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.


3. Leia, medite e faça!!! (v. 8)

Estas orientações de Deus para a nação de Israel são muito preciosas. A terra de Canaã era cheia de coisas abomináveis diante do Senhor. Idolatria a outros deuses, sacrifícios de crianças, adultério e corrupção eram muito comuns.
Então, Deus disse: Josué, para vocês serem prósperos onde quer que vocês andem. Deverão primeiro.

1. Nunca deixar de falar do Livro da Lei. Em nossos dias a Bíblia.
A. A leitura deve ser constante.
B. Apocalipse 1:3 3 “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”.
C. Jó 23:11 Os meus pés seguiram as suas pisadas; guardei o seu caminho e não me desviei dele. 12Do mandamento de seus lábios nunca me apartei, escondi no meu íntimo as palavras da sua boca.

2. Medita nele dia e noite. Precisamos ser como foi o rei Davi diante de Deus.
A. Salmos 63:1-8 Salmo de Davi, quando no deserto de Judá Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. 2 Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. 3 Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. 4 Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos. 5 Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva, 6 no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite. 7 Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso. 8 A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.

3. Faça tudo conforme está escrito.
A. A ordem de Deus é clara. Obedeça!!
B. Devemos não somente ler e meditar na palavra de Deus, mas, precisamos praticar a palavra.


CONCLUSÃO

O sucesso da nação de Israel nesta viagem de conquista da terra de Canaã dependia de Deus e da conduta fiel do povo diante das orientações do Senhor. A entrada na terra de Canaã era uma certeza, pois, Deus tinha prometido aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó esta terra onde manava leite e mel.
Agora, a permanência e o sucesso na terra prometida dependiam de serem ou não fies a Deus.
Então querido irmão:
NÃO SE DESVIE, SIGA A SINALIZAÇÃO DE DEUS NA SUA PALAVRA!!!!!

sábado, 24 de abril de 2010

MEU PAI

Os discipulos de Jesus e principalmente os judeus devem ter ficado de queixo caido ao ouvirem a seguinte expressão dos lábios de Jesus: "meu Pai". Exclamaram indignados: que arrogância e esta que este carpinteiro nascido em Belém e residente na Galiléia se atreve a proferir? Ningúem jamais se dirigiu a Deus desta maneira! Disseram isso porque os judeus se dirigiam a Deus como Pai, mas a expressão era "nosso Pai" "vosso Pai". Nunca "meu Pai".

Ora, é exatamente assim que Jesus Cristo fez. Ele se dirigiu a Deus dizendo: "meu Pai" usando a palavra "Abbá". Originalmente, abbá fazia parte do balbucio infantil. O Talmud diz que: "Quando uma criança começa a comer trigo (ou seja, quando é desmamada), aprende a dizer abbá e immá (papai e mamãe são suas primeiras palavras)1". O linguajar não se restringe apenas as crianças. Os Jovens de ambos os sexos também chamavam o próprio pai de Abbá (c.f Lc 15,21), não utilizando a palavra "Senhor"(Kyrie) usada em ocasiões cerimoniais (c.f Mt 21,29-30).

Ai esta o espento de todos ao ouvirem Jesus se dirigir a Deus usando tal expressão. Nas orações judaicas para invocar a Deus o uso de abbá seria desrespeitoso, e portanto impensável para um judeu em seu estado mental normal, chamar a Deus com um nome tão íntimo. Até hoje não temos um único exemplo saido do judaísmo palestinense no qual Deus seja chamado de "meu Pai" por um indivíduo.

Jesus inaugura um diálogo (oração) totalmente diferenciado para com o Deus todo poderoso. Foi algo único e inaudito, ter Jesus tomado esta iniciativa de falar com Deus como uma simples crinça fala ao seu pai, com total simplicidade, plena intimidade e sem nenhum temor.

A palavra utilizada por Jesus revel o próprio fundamento de sua comunhão com Deus ao ponto de Jesus proferir a seguinte sentença: (Mateus 11,27).

"Tudo me foi entregue por meu Pai e ninguém conhece o Filho senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai senão o Filho
e aquele a quem o Filho quiser revelar"


Podemos entender este texto da seguinte forma: " Como só um pai conhece o seu filho, assim só um filho conhece o seu pai" significando uma experiência cotidiana. Jesus disse que a intimidade e o conhecimento dos segredos de Deus está exclusivamente em sua mãos. Como um pai que se dedica a ensinar o filho às letras das Sagradas Escrituras, assim Deus transmitiu a Jesus a revelação de si mesmo, e consequentemente somente por meio dele (Jesus) podemos ter acesso ao Pai.

Assim, Quando Jesus falava com Deus usando a expressão "meu Pai", Ele não estava querendo ensinar sobre uma intimidade com Deus que fosse acessível a todo mundo por capacidade própria, mas a uma revelação autorizada por Ele de invocarem também a Deus como Abbá. Jesus nos permite participar de sua própria comunhão com Deus e aquele que é capaz de repetir este Abbá esta participando da revelação de Cristo e está vivendo o reino de Deus aqui.

Oremos a Deus sempre em nome de Jesus Cristo seu Filho!!!



1. Talmud da Babilônia, Tratado Berachoth, 40a (Bar) par Tratado Sanhedrin, 70b (Bar).

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AS DÁDIVAS DA PERSISTÊNCIA

Há alguns anos, o sucesso das pessoas era medido de acordo com a sua capacidade intelectual. A inteligência foi posta em um patamar elevado e, segundo o entendimento da sociedade, aqueles que a possuíssem teriam um futuro brilhante em suas vidas. Era muito comum ouvirmos a expressão: o meu QI (quociente intelectual) é 122. O meu é 100! Isso soava como um termômetro de sucesso. Quanto mais elevado o QI, maior o sucesso. Para saber o nível de QI, eram aplicados alguns testes de capacidade cognitiva, mas o que ficou evidente com o passar dos anos foi a incapacidade de êxito apenas com o uso do QI. Muitos indivíduos experimentaram sucesso com base em outros fatores.

Entrou no cenário um novo elemento fundamental para o sucesso: a persistência. Percebeu-se que a inteligência, de maneira isolada, não proporcionava o que o senso comum acreditava, pois pessoas com “pouca capacidade intelectual” conseguiam se desenvolver e alcançar grandes coisas. E é notável que muitos não conseguem se desenvolver de modo positivo na vida por causa da pouca persistência. Ainda não descobriram o quanto é importante esta dádiva. São indivíduos com grande potencial intelectual, mas com baixíssimo índice de persistência.

Este quadro me lembra expressões de que gosto muito. O brasileiro diz: “sou brasileiro e não desisto nunca”. Expressão semelhante foi dita pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: “We can” (Nós podemos), incentivando o povo de seu país a permanecer acreditando em dias melhores, em meio a uma crise financeira de grandes proporções. Tais expressões revelam o desejo e, ao mesmo tempo, a capacidade humana de persistir contra a maré de dificuldades.

No campo da espiritualidade, não é muito diferente do que foi apresentado. Não é suficiente ser inteligente para galgar “sucesso” junto à pessoa de Deus, em seu Reino. As expressões ora mencionadas devem fazer parte do nosso vocabulário-prático (palavras e ações) para continuarmos na presença de Deus. Existem inúmeras pessoas servindo a Deus com uma capacidade intelectual incrível. Porém, muitas delas desistem pelo caminho. Qual a razão para isto? É justamente a falta de persistência nos propósitos estabelecidos.


O livro do Apocalipse segundo João retrata um período de intensos conflitos e sérias perseguições aos crentes em Jesus Cristo. Ao ler o texto, é possível visualizar a insuficiência de ser apenas inteligente para permanecer na fé cristã. A persistência tem um papel de extrema importância para chegar ao céu.

O escritor apresenta as palavras de Jesus: “ao vencedor” em sete passagens. Ele mostra a importância da persistência e as dádivas que a pessoa obterá ao desenvolver este estilo de vida. O contexto em que João escreveu esta carta apocalíptica era de muita perseguição e morte. Ele mesmo estava em uma ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e diz, no verso nove do capítulo primeiro, que era companheiro dos demais servos de Jesus na tribulação, no reino e na perseverança. Ele já apresenta de que maneira estava se comportando mesmo tendo sido preso injustamente.

Ele era persistente na presença de Deus! E João fala de algumas dádivas que a pessoa persistente receberá se continuar até o fim de sua vida servindo ao Senhor. Dádivas que nos deixam sem palavras, semelhante a um atleta que chega em primeiro lugar, inclinando sua cabeça para receber a medalha de honra. A emoção da vitória toma conta do seu ser e as palavras não saem como ele esperava, pois se lembra de todos os momentos de dificuldade e sofrimentos para chegar até ali.

Como um ex-atleta de natação, conheço bem o caminho para vencer. O objetivo de todo atleta é conquistar o primeiro lugar e, para isso, é preciso obedecer a um rigoroso treinamento, abster-se de uma série de alimentos, dormir bem, ou seja, nada de exageros pela noite, e uma preparação emocional muito grande.

Sabemos que, nos esportes, o vencedor é o que chega em primeiro lugar. Mas, no reino de Deus, todos os que chegarem ao final ouvirão a mesma frase: “servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25.14ss). Todos podemos vencer e Deus espera que sejamos persistentes até o final.

Em Apocalipse 2.7: “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. Do fruto que foi proibido a Adão e Eva após eles pecarem contra o Senhor, os vencedores poderão comer livremente.
Quando Ele diz “ao vencedor”, Ele esta dizendo “todos os que perseverarem”, e a perseverança exige esforço. Por isso Jesus declarou “entre os nascidos de mulher não houve nenhum maior do que João Batista; no entanto, o menor no reino dos céus é maior do que João Batista até os dias atuais o reino dos céus biazetai, e homens violentos o tomam pela graça. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mateus 11. 11-13).


O verbo biazö significa “usar a força ou a violência”, e a forma pode ser tanto na voz passiva, “ser tratado à força”, ou na voz média, “exercer força”. Segundo as pesquisas do teólogo Dr G.E Ladd1, é mais adequado a uma perspectiva dinâmica do Reino de Deus, na qual Ele domina de maneira soberana na missão de Jesus, tomar o verbo como voz média, “o reino dos céus tem vindo violentamente”.2 “O domínio de Deus se impõe com grande força e os que são veementes entusiastas procuram se apossar dele, ou seja, desejam participar dele”,3 (Mateus 13.44;45:46;47). Esse poder se encontra operando poderosamente entre os homens na missão de Jesus Cristo de Nazaré. E ele exige uma reação igualmente poderosa por parte dos homens.
Esta exigência coloca o ensino de Jesus à parte do ensino rabínico. Para os rabinos os homens deveriam tomar sobre si o julgo do Reino e aceitar a Lei como a norma da vontade de Deus. Cristo ensinou que isso de modo nenhum era suficiente. Pelo contrário, Deus estava agindo poderosamente em sua própria missão, e, em virtude desta ação poderosa do Reino de Deus no mundo, todos os homens deveriam responder com uma reação radical.


Jesus descreveu esta reação com atos violentos: (Marcos 9. 43,47). São atos exigidos daqueles que desejam entrar no Reino. Em outro texto Jesus usa uma expressão violenta para denotar o desprezo que o indivíduo deveria dar à sua família por sua causa (Lucas 14.26). Ele não veio trazer paz, mas espada (Mateus10.34). A participação do Reino requer uma reação radical e uma persistência diária nos mandamentos do Senhor.

Todos os perseverantes se assentarão no trono de Deus. Quantos privilégios receberão esses valentes. Jesus afirma que os vencedores sentarão juntamente com Ele no trono do Todo Poderoso. Os vencedores terão poder sobre a morte, acesso ao maná escondido, nomes exclusivos dados pelo próprio Deus, autoridade para julgar as nações, vestes brancas para andar ao seu lado, nomes no livro da vida, serão colunas no santuário e terão a última e mais importante dádiva: “O vencedor herdará estas cousas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Apocalipse 21.7). Receber a herança da nova Jerusalém que desce do céu, toda preparada, e viver eternamente com o Senhor são bênçãos exclusivas aos perseverantes.

“Aqui esta a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14.12).



Escrito por Anderson Roldão da Silva, natural de Catalão- GO, casado com Sarah de Carvalho Barros Silva. Atualmente é pastor auxiliar na Igreja de Cristo em Sobradinho II –DF e professor de Teologia na Faculdade Teológica Cristã do Brasil. Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Cristã do Brasil (FTCB), Integralizou em Teologia na Faculdade Evangélica de Brasília (FÉ),
é Pós- Graduado em Docência Superior e Recursos On-line pelo Instituto da Educação Superior de Brasília (IESB).

1 LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. Editora: Exodus, São Paulo, 1997.
2 H. N Ridderbos, The Comming of the Kingdom (1963), p. 54.
3 R. Schanackenburg, God’s Rule and Kingdom, p. 132.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AS ALIANÇAS DE DEUS

Sabemos que as Escrituras Sagradas revelam com clareza a respeito do significado das alianças divinas. Encontram-se várias referências falando de como Deus entrou em aliança com indivíduos. Alianças com Noé “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entraras na arca, tu e teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos”; (Gn 6.18), Abraão “Naquele mesmo dia, fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até o rio Eufrates...”; (Gn 15.18), Israel “Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras”; (Êx 24. 8) e Davi “Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração” (Sl 89. 3).

Os profetas de Israel profetizaram que na plenitude dos tempos, Deus faria uma “nova” aliança “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá...” “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas escreverei, eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31. 31;33).

Mas o que é aliança? Aliança é um “pacto de sangue soberanamente administrado1”. De maneira soberana, Deus entra em aliança com os homens, instituindo um pacto de vida e morte. Essencialmente, aliança é aquilo que une as pessoas. Pode-se dizer que a melhor forma para descrever aliança o mais próximo do conceito bíblico e a imagem de um “laço inviolável”. É sempre uma pessoa, ou Deus ou o homem, quem faz uma aliança. O resultado de uma aliança é o estabelecimento de uma relação “em conexão com”, “com” ou “entre” pessoas. Por meio da aliança, as pessoas tornam-se comprometidas, unidas umas com as outras.

“Pacto de sangue”, ou pacto de vida e morte, revela o caráter absoluto do compromisso da aliança entre Deus e o homem. Deus nunca entra em relação casual ou informal. Em vez disto, suas alianças estendem-se às ultimas conseqüências de vida e morte.

A nação de Israel falhou no cumprimento das suas responsabilidades sob a aliança, mas, o Senhor nosso Deus não falharia no seu propósito de firmar um grande povo e uma grande nação para glorificá-lo.

Enfim, na plenitude dos tempos como profetizou Malaquias, Deus estabeleceu uma “nova” aliança. Esta aliança trouxe o pleno cumprimento, a essência de todas as alianças fixadas por Israel no decorrer da história. Portanto, a aliança fixada por meio do sangue de Jesus é inquebrável, inviolável ela é eterna.


1 Robertson, O Cristo dos Pactos: Uma análise exegética e teológica dos sucessivos pactos bíblicos e do seu papel no desenvolvimento da revelação de Deus. Cultura Cristã, 2002, p10.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cientista italiano reproduz o Santo Sudário

Um cientista italiano afirma ter reproduzido o Santo Sudário, um feito que, segundo ele, prova definitivamente que o linho reverenciado por alguns cristãos como a roupa de enterro de Jesus Cristo é uma farsa medieval.
Reprodução/Luigi Garlaschelli
Imagem mostra o sudário original (esq) e a réplica










A coberta carrega a imagem, estranhamente invertida como um negativo fotográfico, de um homem crucificado que alguns acreditam ser Cristo. "Mostramos que é possível reproduzir algo que tem as mesmas características do Sudário", disse Luigi Garlaschelli.
Professor de química orgânica da Universidade de Pavia, Garlaschelli mostrou à Reuters o papel que ele entregará e as fotografias que acompanham a comparação.
O Santo Sudário mostra a frente e as costas de um homem barbudo com um cabelo comprido, com braços cruzados no peito, enquanto a roupa inteira é marcada pelo que parecem ser filetes de sangue de ferimentos nos pulsos, pés e lados.
Testes de data por carbono feitos por laboratórios em Oxford, Zurique e Tucson, Arizona em 1998 causaram sensação por datarem o sudário entre 1260 e 1390. Os céticos disseram que era um trote, possivelmente para atrair o rentável negócio da peregrinação medieval.
Mas cientistas se encontram, até agora, perdidos em explicar como a imagem foi deixada na roupa.


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