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Espero que Deus abençoe sua vida através destas reflexões.

AS DÁDIVAS DA PERSISTÊNCIA

Há alguns anos, o sucesso das pessoas era medido de acordo com a sua capacidade intelectual. A inteligência foi posta em um patamar elevado e, segundo o entendimento da sociedade, aqueles que a possuíssem teriam um futuro brilhante em suas vidas. Era muito comum ouvirmos a expressão: o meu QI (quociente intelectual) é 122. O meu é 100! Isso soava como um termômetro de sucesso. Quanto mais elevado o QI, maior o sucesso. Para saber o nível de QI, eram aplicados alguns testes de capacidade cognitiva, mas o que ficou evidente com o passar dos anos foi a incapacidade de êxito apenas com o uso do QI. Muitos indivíduos experimentaram sucesso com base em outros fatores.

Entrou no cenário um novo elemento fundamental para o sucesso: a persistência. Percebeu-se que a inteligência, de maneira isolada, não proporcionava o que o senso comum acreditava, pois pessoas com “pouca capacidade intelectual” conseguiam se desenvolver e alcançar grandes coisas. E é notável que muitos não conseguem se desenvolver de modo positivo na vida por causa da pouca persistência. Ainda não descobriram o quanto é importante esta dádiva. São indivíduos com grande potencial intelectual, mas com baixíssimo índice de persistência.

Este quadro me lembra expressões de que gosto muito. O brasileiro diz: “sou brasileiro e não desisto nunca”. Expressão semelhante foi dita pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: “We can” (Nós podemos), incentivando o povo de seu país a permanecer acreditando em dias melhores, em meio a uma crise financeira de grandes proporções. Tais expressões revelam o desejo e, ao mesmo tempo, a capacidade humana de persistir contra a maré de dificuldades.

No campo da espiritualidade, não é muito diferente do que foi apresentado. Não é suficiente ser inteligente para galgar “sucesso” junto à pessoa de Deus, em seu Reino. As expressões ora mencionadas devem fazer parte do nosso vocabulário-prático (palavras e ações) para continuarmos na presença de Deus. Existem inúmeras pessoas servindo a Deus com uma capacidade intelectual incrível. Porém, muitas delas desistem pelo caminho. Qual a razão para isto? É justamente a falta de persistência nos propósitos estabelecidos.


O livro do Apocalipse segundo João retrata um período de intensos conflitos e sérias perseguições aos crentes em Jesus Cristo. Ao ler o texto, é possível visualizar a insuficiência de ser apenas inteligente para permanecer na fé cristã. A persistência tem um papel de extrema importância para chegar ao céu.

O escritor apresenta as palavras de Jesus: “ao vencedor” em sete passagens. Ele mostra a importância da persistência e as dádivas que a pessoa obterá ao desenvolver este estilo de vida. O contexto em que João escreveu esta carta apocalíptica era de muita perseguição e morte. Ele mesmo estava em uma ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e diz, no verso nove do capítulo primeiro, que era companheiro dos demais servos de Jesus na tribulação, no reino e na perseverança. Ele já apresenta de que maneira estava se comportando mesmo tendo sido preso injustamente.

Ele era persistente na presença de Deus! E João fala de algumas dádivas que a pessoa persistente receberá se continuar até o fim de sua vida servindo ao Senhor. Dádivas que nos deixam sem palavras, semelhante a um atleta que chega em primeiro lugar, inclinando sua cabeça para receber a medalha de honra. A emoção da vitória toma conta do seu ser e as palavras não saem como ele esperava, pois se lembra de todos os momentos de dificuldade e sofrimentos para chegar até ali.

Como um ex-atleta de natação, conheço bem o caminho para vencer. O objetivo de todo atleta é conquistar o primeiro lugar e, para isso, é preciso obedecer a um rigoroso treinamento, abster-se de uma série de alimentos, dormir bem, ou seja, nada de exageros pela noite, e uma preparação emocional muito grande.

Sabemos que, nos esportes, o vencedor é o que chega em primeiro lugar. Mas, no reino de Deus, todos os que chegarem ao final ouvirão a mesma frase: “servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25.14ss). Todos podemos vencer e Deus espera que sejamos persistentes até o final.

Em Apocalipse 2.7: “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. Do fruto que foi proibido a Adão e Eva após eles pecarem contra o Senhor, os vencedores poderão comer livremente.
Quando Ele diz “ao vencedor”, Ele esta dizendo “todos os que perseverarem”, e a perseverança exige esforço. Por isso Jesus declarou “entre os nascidos de mulher não houve nenhum maior do que João Batista; no entanto, o menor no reino dos céus é maior do que João Batista até os dias atuais o reino dos céus biazetai, e homens violentos o tomam pela graça. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mateus 11. 11-13).


O verbo biazö significa “usar a força ou a violência”, e a forma pode ser tanto na voz passiva, “ser tratado à força”, ou na voz média, “exercer força”. Segundo as pesquisas do teólogo Dr G.E Ladd1, é mais adequado a uma perspectiva dinâmica do Reino de Deus, na qual Ele domina de maneira soberana na missão de Jesus, tomar o verbo como voz média, “o reino dos céus tem vindo violentamente”.2 “O domínio de Deus se impõe com grande força e os que são veementes entusiastas procuram se apossar dele, ou seja, desejam participar dele”,3 (Mateus 13.44;45:46;47). Esse poder se encontra operando poderosamente entre os homens na missão de Jesus Cristo de Nazaré. E ele exige uma reação igualmente poderosa por parte dos homens.
Esta exigência coloca o ensino de Jesus à parte do ensino rabínico. Para os rabinos os homens deveriam tomar sobre si o julgo do Reino e aceitar a Lei como a norma da vontade de Deus. Cristo ensinou que isso de modo nenhum era suficiente. Pelo contrário, Deus estava agindo poderosamente em sua própria missão, e, em virtude desta ação poderosa do Reino de Deus no mundo, todos os homens deveriam responder com uma reação radical.


Jesus descreveu esta reação com atos violentos: (Marcos 9. 43,47). São atos exigidos daqueles que desejam entrar no Reino. Em outro texto Jesus usa uma expressão violenta para denotar o desprezo que o indivíduo deveria dar à sua família por sua causa (Lucas 14.26). Ele não veio trazer paz, mas espada (Mateus10.34). A participação do Reino requer uma reação radical e uma persistência diária nos mandamentos do Senhor.

Todos os perseverantes se assentarão no trono de Deus. Quantos privilégios receberão esses valentes. Jesus afirma que os vencedores sentarão juntamente com Ele no trono do Todo Poderoso. Os vencedores terão poder sobre a morte, acesso ao maná escondido, nomes exclusivos dados pelo próprio Deus, autoridade para julgar as nações, vestes brancas para andar ao seu lado, nomes no livro da vida, serão colunas no santuário e terão a última e mais importante dádiva: “O vencedor herdará estas cousas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Apocalipse 21.7). Receber a herança da nova Jerusalém que desce do céu, toda preparada, e viver eternamente com o Senhor são bênçãos exclusivas aos perseverantes.

“Aqui esta a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14.12).



Escrito por Anderson Roldão da Silva, natural de Catalão- GO, casado com Sarah de Carvalho Barros Silva. Atualmente é pastor auxiliar na Igreja de Cristo em Sobradinho II –DF e professor de Teologia na Faculdade Teológica Cristã do Brasil. Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Cristã do Brasil (FTCB), Integralizou em Teologia na Faculdade Evangélica de Brasília (FÉ),
é Pós- Graduado em Docência Superior e Recursos On-line pelo Instituto da Educação Superior de Brasília (IESB).

1 LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. Editora: Exodus, São Paulo, 1997.
2 H. N Ridderbos, The Comming of the Kingdom (1963), p. 54.
3 R. Schanackenburg, God’s Rule and Kingdom, p. 132.

AS ALIANÇAS DE DEUS

Sabemos que as Escrituras Sagradas revelam com clareza a respeito do significado das alianças divinas. Encontram-se várias referências falando de como Deus entrou em aliança com indivíduos. Alianças com Noé “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entraras na arca, tu e teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos”; (Gn 6.18), Abraão “Naquele mesmo dia, fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até o rio Eufrates...”; (Gn 15.18), Israel “Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras”; (Êx 24. 8) e Davi “Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração” (Sl 89. 3).

Os profetas de Israel profetizaram que na plenitude dos tempos, Deus faria uma “nova” aliança “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá...” “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas escreverei, eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31. 31;33).

Mas o que é aliança? Aliança é um “pacto de sangue soberanamente administrado1”. De maneira soberana, Deus entra em aliança com os homens, instituindo um pacto de vida e morte. Essencialmente, aliança é aquilo que une as pessoas. Pode-se dizer que a melhor forma para descrever aliança o mais próximo do conceito bíblico e a imagem de um “laço inviolável”. É sempre uma pessoa, ou Deus ou o homem, quem faz uma aliança. O resultado de uma aliança é o estabelecimento de uma relação “em conexão com”, “com” ou “entre” pessoas. Por meio da aliança, as pessoas tornam-se comprometidas, unidas umas com as outras.

“Pacto de sangue”, ou pacto de vida e morte, revela o caráter absoluto do compromisso da aliança entre Deus e o homem. Deus nunca entra em relação casual ou informal. Em vez disto, suas alianças estendem-se às ultimas conseqüências de vida e morte.

A nação de Israel falhou no cumprimento das suas responsabilidades sob a aliança, mas, o Senhor nosso Deus não falharia no seu propósito de firmar um grande povo e uma grande nação para glorificá-lo.

Enfim, na plenitude dos tempos como profetizou Malaquias, Deus estabeleceu uma “nova” aliança. Esta aliança trouxe o pleno cumprimento, a essência de todas as alianças fixadas por Israel no decorrer da história. Portanto, a aliança fixada por meio do sangue de Jesus é inquebrável, inviolável ela é eterna.


1 Robertson, O Cristo dos Pactos: Uma análise exegética e teológica dos sucessivos pactos bíblicos e do seu papel no desenvolvimento da revelação de Deus. Cultura Cristã, 2002, p10.

Cientista italiano reproduz o Santo Sudário

Um cientista italiano afirma ter reproduzido o Santo Sudário, um feito que, segundo ele, prova definitivamente que o linho reverenciado por alguns cristãos como a roupa de enterro de Jesus Cristo é uma farsa medieval.
Reprodução/Luigi Garlaschelli
Imagem mostra o sudário original (esq) e a réplica










A coberta carrega a imagem, estranhamente invertida como um negativo fotográfico, de um homem crucificado que alguns acreditam ser Cristo. "Mostramos que é possível reproduzir algo que tem as mesmas características do Sudário", disse Luigi Garlaschelli.
Professor de química orgânica da Universidade de Pavia, Garlaschelli mostrou à Reuters o papel que ele entregará e as fotografias que acompanham a comparação.
O Santo Sudário mostra a frente e as costas de um homem barbudo com um cabelo comprido, com braços cruzados no peito, enquanto a roupa inteira é marcada pelo que parecem ser filetes de sangue de ferimentos nos pulsos, pés e lados.
Testes de data por carbono feitos por laboratórios em Oxford, Zurique e Tucson, Arizona em 1998 causaram sensação por datarem o sudário entre 1260 e 1390. Os céticos disseram que era um trote, possivelmente para atrair o rentável negócio da peregrinação medieval.
Mas cientistas se encontram, até agora, perdidos em explicar como a imagem foi deixada na roupa.


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Terra boa


De quarta a domingo da semana passada, estive com meus pais e irmãos de sangue, na minha linda cidade de Catalão. Minha esposa também esteve comigo nestes breves dias de descanso e alegrias.

Minha cidade esta cada dia mais bonita e cheia de carros também. Eu achei até difícil dirigir em meio a tantos carros e motos. Apesar de estar já acostumado com o trânsito de Brasília, expressei ao meu pai tal dificuldade.

Agora, minha esposa já sabe que antes e depois da nossa viagem a Catalão fico meio esquisito. Nesta última viagem pretendi refletir o porque disso. Todas as vezes que vou a minha terra natal sinto um desejo desenfreado de não sair mais de lá. Sei que minha vida esta totalmente ligada a Brasília agora, mas tentei entender o porque deste desejo. Acredito que cheguei a uma conclusão: em Catalão sinto que sou mais eu de verdade. O meu jeito de roçeiro parece aflorar, me comunico até mais facil com as pessoas. Outra percepção é que meus pais compartilham seus sonhos para a nova etapa de suas vidas e fico muito alegre e com vontade de estar com eles nisso.
Minha mãe deu entrada na sua aposentadoria depois de 25 anos trabalhando como educadora com o ensino especial na escola Santa Clara. Meu pai já passa dos 30 anos de serviço como pedreiro que por sinal é um excelente profissional. Para o ano que vem eles estão se preparando para uma mudança definitiva para a roça pois, meu pai adiquiriu a uns anos atrás uma propriedade na região de Ouvidor, cidade próxima a Catalão, ela é regada nos fundos por um corrego ótimo e a propriedade é cheia de pés da planta mais maravilhosa do cerrado goiano. Pés de pequi!!!!

E como brinco com alguns amigos: Catalão e a terra onde mana leite e pequi.

Minha vontade é de comprar um trator e alguns equipamentos para o mesmo, comprar um motor-cerra para fazer os reparos nas cercas e também criar bois e vacas que gosto tanto.
Espero de alguma maneira saciar este meu desejo. Peço a Deus que abençoe todos os projetos que eles têm em seus corações e agradeço minha esposa Sarah pela paciência dispendida nestes momentos.

Enfim, ai esta uma foto de meus pais e minhas sobrinhas na construção da sede da fazenda onde acredito que passarei inúmeros dias com minha família, filhos e esposa.






A NOVA ERA DA SALVAÇÃO

A NOVA ERA DA SALVAÇÃO


A Palavra de Deus aponta vários textos que falam sobre a participação no Reino de Deus como uma realidade presente. O próprio Jesus proferiu advertências contra os escribas e fariseus: “...porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar” (Mateus 23.13). O verso paralelo, em Lucas, é ainda mais esclarecedor: “Ai de vós, doutores da lei! porque tiraste a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes aos que entravam ” (Lucas 11.52). Jesus declarou também em outra ocasião: “Os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus”- os líderes de Israel (Mateus 21.31).

Tais textos expressam uma situação histórica presente. “As classes marginalizadas estão entrando no Reino e não há evidência de que os líderes exteriormente respeitáveis responder ão à mensagem do Reino. Até mesmo a visão dos marginalizados participando do Reino não mudou em nada a atitude deles”.1

Já foi falado sobre um texto de difícil interpretação no livro de Mateus11. 11-13. Onde Jesus respondeu ao emissário de João fazendo menção à profecia messiânica de Isaías 35:5-6, afirmando, em conseqüência: “Esta profecia está sendo cumprida agora, a era da salvação está presente” (Mateus 11:2-6). Jesus declarou “entre os nascidos de mulher não houve nenhum maior do que João Batista; no entanto, o menor no reino dos céus é maior do que João Batista até os dias atuais o reino dos céus biazetai, e homens violentos o tomam pela graça. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mateus 11. 11-13).

O verbo biazö significa “usar a força ou a violência”, e a forma pode ser tanto na voz passiva, “ser tratado à força”, ou na voz média, “exercer força”. Segundo as pesquisas do Dr G.E Ladd, é mais adequado a uma perspectiva dinâmica do Reino de Deus, na qual Ele domina de maneira soberana na missão de Jesus, tomar o verbo como voz média, “o reino dos céus tem vindo violentamente”.2 O domínio de Deus se impõe com grande força e os que são veementes entusiastas procuram se apossar dele, ou seja, desejam participar dele.3 (Mateus 13.44;45:46).

Esse poder se encontra operando poderosamente entre os homens na missão de Jesus Cristo de Nazaré. E ele exige uma reação igualmente poderosa por parte dos homens. Esta exigência coloca o ensino de Jesus à parte do ensino rabínico. Para os rabinos os homens deveriam tomar sobre si o julgo do Reino e aceitar a Lei como a norma da vontade de Deus. Cristo ensinou que isso de modo nenhum era suficiente. Pelo contrário, Deus estava agindo poderosamente em sua própria missão, e, em virtude desta ação poderosa do Reino de Deus no mundo, todos os homens deveriam responder com uma reação radical.

Jesus descreveu esta reação com atos violentos: (Marcos 9. 43,47). São atos exigidos aqueles que desejam entrar no Reino. Em outro texto Jesus usa uma expressão violenta para denotar o desprezo que o indivíduo deveria dar à sua família por sua causa (Lucas 14.26). Ele não veio trazer paz, mas espada (Mateus10. 34). A participação do Reino requer uma reação radical.

Segundo o teólogo G. Dalmam no ensino de Jesus, o Reino de Deus poderia ser “um bem que se admite esforço da pessoa para alcançá-lo, bem este que pode ser conferido, pode ser possuído e pode ser aceito”. 4

A Salvação é um dom de Deus

No estudo dos Evangelhos as palavras “salvar” e “salvação” fazem referência a uma bênção tanto presente quanto futura.

A salvação é primariamente uma dádiva escatológica. Esta salvação futura significa duas coisas: livramento da mortalidade e comunhão aperfeiçoada com Deus. Podemos notar que os evangelhos não falam muito a respeito da ressurreição, mas a expressão em Lucas 20:34-36 (c..f Marcos 12: 24-27) deixa claro que a salvação escatológica inclui o homem em sua totalidade. Esta vida ressurrecta imortal é a característica da Era Vindoura (Lucas 20:35). As fraquezas físicas, os males, as doenças e a morte serão coisas inexistentes na vida do Reino de Deus (Mateus 25:34,46).

A salvação futura não se restringe somente a redenção do corpo, mas, também a restauração da comunhão entre Deus e o homem, que fora danificada pelo pecado. Os puros de coração verão a Deus (Mateus 5:8) e entrarão para desfrutar o gozo do Senhor (Mateus 25:21,23). As ovelhas serão separadas dos bodes e guardadas com segurança no aprisco (Mateus 25: 32). Jesus beberá novamente vinho com seus discípulos no Reino de Deus (Marcos 14:25). Eles comerão e beberão à mesa com Jesus no Reino de Deus (Lucas 22:30). Os homens serão ajuntados, procedentes de todos os cantos da terra, para tomarem assento à mesa com os santos do Velho Testamento (Mateus 8:11,12; Lucas 13:29). A consumação é comparada com uma festa de casamento (Mateus 22: 1-14; 25:1-12) e um banquete (Lucas 14:16-24).

A dimensão religiosa da salvação escatológica é descrita em nítido contraste através do significado de estar perdido. O vocábulo grego (apollumi) possui dois significados: destruir, ou matar, e perder (na voz passiva: estar perdido, morrer ou perecer). Ambos os sentidos, ser destruído ou perecer, são usados para descrever a destruição escatológica (apõleia), Mateus 7:13). Não ser salvo é o mesmo que o indivíduo perder-se a si mesmo (Lucas 9:25).

Desta maneira perder a vida é ser destruído, entretanto, o desejo de Deus é que nenhum ser humano se perca, mas todos alcancem à salvação que só pode ser obtida mediante a pessoa maravilhosa de Jesus Cristo que possui o dom da vida eterna.

O Reino de Deus já é uma realidade presente na vida dos que o buscam!!!

Notas : 1 F. V Filson, Matthew (1960), p. 227.
2 H. N Ridderbos, The Comming of the Kingdom (1963), p. 54.
3 R. Schanackenburg, God’s Rule and Kingdom, p. 132.
4 G. Dalmam, The Words of Jesus (1909), p.121.

Somos filhos do Reino de Deus (Mateus13. 24:30; 41:43)

Logo após o seu bastismo, Jesus iniciou o seu ministério de proclamar o Reino de Deus. Os Evangelistas foram unanimes em descrever o Senhor Jesus Cristo como o Messias de Deus com a missão de anunciar ao mundo as boas-novas de salvação.

Ele percorreu toda a Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e regiões dalém do Jordão curando doenças, enfermidades, expulsando demônios, libertando os oprimidos e anunciando o amor de Deus pela humanidade.

Todos os que receberam a palavra de Jesus, Deus deu-lhes o poder serem feitos filhos de Deus. Esta paternidade de Deus não nos isenta de viver em meio aos filhos do maligno (v25,26). Sem duvida nenhuma este texto mostra uma grande dificuldade enfrentada pelos filhos de Deus, que é o convívio com uma sociedade mista.

Filhos de Deus e filhos do maligno de baixo do mesmo sol. Quantas provações! Quantas tentações! O trigo e o joio crescendo juntos é uma realidade que quer queira quer não, teremos que passar, pois, no verso 30 Deus diz aos ceifeiros que no tempo certo Ele irá fazer a separação.

Seremos guardados no celeiro de Deus (Salvação Eterna), esta ordem foi dada pelo próprio Deus aos seus ceifeiros quando disse: "..o trigo recolhei-o no meu celeiro".
Hoje, convivemos entre os filhos do maligno, mas, na era vindoura seremos levados para junto dele.

O entrar no celeiro de Deus é uma benção exclusiva, reservada especialmente ao povo de Deus. Ao entrar neste Reino eterno experimentaremos o pleno significado de sermos filhos de Deus.

Como afirma no verso 43: "Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça". Os que praticaram más obras serão excluídos do Reino de Deus e sofrerão o julgamento por não terem aceitado sua palavra.

Neste momento saberemos a diferença entre os filhos do Reino e os filhos do maligno.

O PODER TRASFORMADOR DE JESUS

As pessoas querem de alguma maneira alcançar uma transformação para suas vidas. A maioria das vezes elas buscam esta transformação com a utilização da própria força ou da inteligência.

Existe uma história no evangelho de Marcos capítulo 5 que fala de um homem que vivia numa situação muito difícil em todos os sentidos. Ele precisava de uma transformação em sua vida, pois a situação dele era terrível.

Ele era dominado por um espírito imundo (um demônio) e não conseguia por iniciativa própria a mudança de vida. As pessoas bem que tentavam ajudá-lo, prendendo-o com cadeias, correntes e grilhões, porém, tudo era em vão. Esta transformação através da força era inútil. Ele despedaçava todas as algemas e ninguém podia subjugá-lo.

Este homem morava no cemitério dentro dos sepulcros, seu cheiro e suas roupas deveriam ser repugnantes. Tinha abandonado família, amigos e não tinha nenhuma visão para seu próprio futuro. O texto fala no verso 5 que ele andava de dia e de noite clamando entre as sepulturas e se ferindo pelas montanhas.

O texto mostra que quando este homem vê Jesus, ele corre em sua direção e se prostra no chão. È incrível esta cena porque Jesus não tem nada em suas mãos. Não têm correntes, não tem algemas, não tem grilhões ele não tem nenhum objeto que pudesse aprisionar o homem. Apenas a presença de Jesus faz com que aquele homem que ninguém podia subjugá-lo se lance em terra. Em Mateus 28:18 Jesus disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”. Ele tem autoridade sobre todas as circunstancias da nossa vida seja qual for.

Depois deste encontro com Jesus, este homem viu o único caminho para a transformação de sua vida. Jesus expulsa o espírito imundo que o prendia nesta vida de miséria e sem futuro e o inseri novamente na sociedade. Antes de conhecer a Jesus ele morava no cemitério, era dominado pelo demônio, não tinha roupas, não possuía juízo algum, nem esperança de vida, mas, depois do encontro com o Senhor Jesus sua vida se transforma por completo. Ele aparece sentado ao lado de Jesus liberto do espírito imundo, vestido em perfeito juízo e o Senhor o envia para sua própria casa com o propósito de anunciar todas as bênçãos que havia ocorrido com ele.

Este relato Bíblico nos mostra que não é possível alcançar uma mudança pelo esforço humano e não importa qual seja a situação de vida das pessoas Jesus tem sempre uma saída.

Jesus tem toda a autoridade para transformar nossas vidas completamente!